quarta-feira, 23 de julho de 2008

SAIU NOS JORNAIS...(19)

Canadenses em Antonina
O consórcio formado pela empresa paranaense Fibrapar e a multinacional canadense PCS Potash Corporation confirmou ontem que está pronta para assumir o controle do Porto Ponta do Félix, em Antonina, a despeito do fato de a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) ainda não ter concedido sua anuência para a formalização do negócio.
O porto está parado desde o início do ano, quando a Appa baixou ordem de serviço proibindo-o de operar com quaisquer produtos que não fossem congelados. A ordem foi derrubada pela Justiça, mas em seguida o IAP fez algo que produziu o mesmo efeito, vigente até hoje: alegou problemas ambientais e interrompeu a movimentação de cargas de madeira, minérios e outras mercadorias não frigorificadas. Desde então, milhares de trabalhadores perderam renda e a economia de Antonina parou.
A proposta do grupo, no valor de R$ 88 milhões, foi aceita por dois dos principais acionistas da empresa Terminais Portuários da Ponta do Félix – os fundos de pensão Previ (Banco do Brasil) e Fundep (Banco Itaú). Os demais acionistas (os fundos de pensão Portus, Sanepar e Copel) não quiseram exercer o direito de compra das cotas colocadas à venda pelos dois primeiros.
Os vendedores ainda esperam a anuência da Appa, mas já se mostram dispostos a fechar o negócio mesmo sem ela. E os compradores sabem que, se a anuência não sair, terão de brigar na Justiça. Ou esperar que o governo acabe. Só faltam 710 dias.
GAZETA DO POVO - 18/07/2008 (link da matéria completa abaixo)

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